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QUEM É VOCÊ?

  • Foto do escritor: Geraldo Freire
    Geraldo Freire
  • 12 de ago. de 2020
  • 1 min de leitura

Pode não parecer, mas eis uma pergunta extremamente complexa. Está na categoria daquelas questões, como disse Santo Agostinho, que se não me perguntam eu sei, se me perguntam eu já não tenho tanta certeza. A grande maioria se inclinaria a responder o próprio nome e sobrenome, mas a pergunta não é qual o seu nome, como te chamam, e sim: “quem é você?”. Claro, seu nome te pertence, mas você pertence ao seu nome? Deve existir algo a mais que o seu nome. Muitos também se inclinariam a discorrer sobre suas qualidades, físicas e existenciais, sobre o que faz, sobre o que gosta e não gosta, sobre a sua posição social, onde nasceu, sua religião, o que possui, não possui e o que gostaria de possuir. Mas você resume-se a isso? Ou, de repente, você é tudo isso?


Sou “alguém”, e não uma coisa, se não a pergunta seria “o que é você?”. Sou um ser humano! Acredito, mas a pergunta é dirigida a você, você mesmo(a), ao indivíduo, e não ao gênero. Ironicamente a palavra “alguém” vem do latim aliquis, que significa “outra pessoa” (alium – outro, alius – um outro), quando nos perguntam “quem é você?”, em geral procuramos algo fora da gente, porque é o que é possível de se perceber. Nos vemos através de um espelho, e esse espelho é o Outro. Você é um Outro? Não sei, só sei que nos afirmamos no Outro.

Quem é você?, no fundo, no fundo, é uma pergunta vazia, sem sentido, mas, por outro lado, bastante libertadora.



 
 
 

3 comentários


Geraldo Freire
Geraldo Freire
10 de set. de 2020

Obrigado. Mas é tipo de questão em que a pergunta é mais interessante.

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malu03silva
09 de set. de 2020

Não vou mentir... kkkkk No fundo, no fundo, eu esperava algum tipo de resposta, mesmo sem exatidão. rs Texto maravilhoso... apesar de eu não conseguir responder a essa pergunta, fico contente em poder ler um conteúdo de qualidade como esse, que me leva a refletir sobre mim mesma, sobre a subjetividade humana, como nos enxergamos no mundo e entendemos a questão de "ser".

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filosoforn
13 de ago. de 2020

Eu sou aquilo que eu penso que acho que sou. Logo, estou fadado a sempre ter uma interpretação equivocada do que realmente eu sou. e se eu de fato não sou eu. então quem sou eu eu?

Portanto, penso que se eu descobrir a simples resposta para os antigos questionamentos dos nossos filósofos patriarcas: Quem sou eu? de onde onde venho? onde estou? para onde vou? porque existo? qual meu papel aqui? certamente terei a possibilidade de abstrair e ascender concomitantemente às aspirações bem como ao entendimento. Penso que a pergunta que o questionamento é infinitamente mais importante do que a resposta.

Obrigado ao nobre amigo e professor Geraldo Freire pela assertiva e convite a refletir.

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